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5.30.2010

This is your life!


Eu sempre achei que eu tivesse coragem
Com essa suposta dúvida inicial eu começo a contar-me( porque muitas das coisas que nos acontecem por vezes precisam ser contadas e lidas por nos mesmos pra ver se cremos) e a você que lê; 1/4 de um pedaço de vida.
Engraçado que falar de coragem , me leva a pensar também o contrário disso, cheguei a conclusão com atitudes que tomei que:
Você usa de coragem para sua vida, mas muitos acabam tomando conclusões de que seu ato de coragem é na verdade covardia. Certo ou não, a verdade mesmo é que não escapamos nunca do egoísmo.
Escolhas são perdas, escolhas são egoístas

Hoje eu pensei no amor, sem chegar a nenhuma conclusão
Quase nenhuma, porque penso que esse lance é muito perigoso, e um tanto entediante e desgastante
Me dediquei a isso por alguns meses , e no final...
Não falo de arrependimento, mas sim de compensação
No final, que nem é tão o fim assim, eu não tenho nada, ainda tenho promessas de dias bons
E por isso eu digo, que amor é como uma deliciosa coisa que se come, enquanto se tem o gosto na boca nos consome, alimenta, deixa sensações
Após... só se for realmente especial crava as sensações na lembrança.
O pior do amor pra mim é que ele me desorientou, a tal ponto que eu sinceramente achei que podia viver com o " papai urso e o filhinho urso e a casa cor de rosa e ser feliz"

Sinto medo dessa vida de contos de fadas, sei o preço que se paga por querer tê-la, e expo-la, e desconfio sempre daqueles que afirmam que
O Amor vem de graça.

Nunca, mas nunca aceite isso.
O Preço do amor...

Quanto vale o seu?


"A vida se contrai e se expande proporcionalmente à coragem do indivíduo." (Anaïs Nin)

5.05.2009

Eu Necessito ( é vital )




I like my body when it is with your
body. It is so quite a new thing.
Muscles better and nerves more.
I like your body. I like what it does,
i like its hows. I like to feel the spine
of your body and its bones, and the trembling
-firm-smooth ness and which i will
again and again and again
kiss, i like kissing this and that of you,
i like, slowly stroking the, shocking fuzz
of your electric fur, and what-is-it comes
over parting flesh . . . . And eyes big love-crumbs,

and possibly i like the thrill

of under me you quite so new

( E.E Cummings )

Eu necessito, reflito, e paro.
Estanco a dor dos pensamentos perdidos,
Poesia para exorcismo
Poesia para Onanismo.

E tenho dito.

( Eve )

1.20.2009

Do que é feito um Ano Novo

De novos sonhos?

Alguns

Planos?

Pra quê...

De tentativas

Como?

De mesmice

Isso não é novo

Começo procurando coisas que larguei pelo caminho, onde eu já pisei pra minha covardia é mais seguro.
E nessas tantas coisas, achei poesia, que se não muda tem o poder de revigorar.
Uma vez sobre tempo... sempre do tempo.

Estou enamorada novamente de Carlos Drummond de Andrade.

Ontem

Até hoje perplexo Ante o que murchou
e não eram pétalas.

De como este banco
não reteve forma,
cor ou lembrança.

Nem esta árvore
balança o galho
que balançava.

Tudo foi breve
e definitivo.
Eis está gravado

não no ar, em mim,
que por minha vez
escrevo, dissipo.

5.20.2008

Instante


Chega

Lento Respiro

Me Invade

Engraçado rima com Felicidade

Me Entorpece

Algo como o Último Suspiro?

Me Alívio, passa rápido e
Retorna Eternamente.

Algo como se você me contasse
eu não acreditaria.

5.13.2008

E na Curva do Caminho tinha Ela

“ O ímpeto de crescer e viver intensamente foi tão forte em mim que não consegui resistir a ele. Enfrentei meus sentimentos. A vida não é racional; é louca . Mas não quero viver comigo mesma. Quero paixão, prazer, barulho, bebedeira, e todo o mal. Quero ouvir música rouca, ver rostos, roçar em corpos, beber um Benedictine ardente. Quero conhecer pessoas perversas, ser íntimas delas. Quero morder a vida, e ser despedaçada por ela. Eu estava esperando. Esta é a hora da expansão, do viver verdadeiro. Todo o resto foi uma preparação. A verdade é que sou inconstante, com estímulos sensuais em muitas direções. Fiquei docemente adormecida por algum tempo, e entrei em erupção sem avisar”

(Anaïs Nin)

5.06.2008

Mórbida Alegria




Antes eu me sentia estranha quando me encontrava só com meus Pensamentos, a maioria sexuais, outros obscuros, e também idiotas... óbvio!

Dentre tantos, hoje vim pensando na minha fixação prazerosa em " Imaginar" o Dia da minha Morte.

Já que nunca saberei, Ops! a não ser que eu tenha uma grave doença terminal não é mesmo, mas assim fica fácil, chato e previsível.
Gosto da liberdade de pensar nisso em momentos variados, seja olhando para o Céu, tomando banho, fazendo faxina, ou até mesmo na hora que vou dormir.

Mas não se assustem, não faço isso Diariamente.

Tenho alguns Desejos quando chegar esse Momento, como o de ser enterrada( já que imagino também a falta de grana pra mandar me transformar em pó...hahaha) completamente nua e sem pêlos; imagina a cara do povo chorando no meu corpo nu, nossa chega a ser poético, mais poético ainda se nesse momento receber de último Adeus uma Excitação ou Ereção.

E agora vem os complementos, como o tipo de Bebida... não escolhi, mas tem que ser alcoolica, uma Vodka ou Vinho talvez, nada de comida; pensa alguém botando as mãos engorduradas em meu rosto, ou derramando catchup/ maionese/ recheio de qualquer coisa na morta e limpando depois... No..No..No... vai virar meleca.
Quem Sabe não deixarei vales alimentações de herança???...hahaha

Mas o primordial é a Cerimônia, nela faço questão de no meu último suspiro entediar meus amigos ( aqueles que restarem, isso se eles não forem antes de mim, assim sendo espero que eles também se programem)com uma seleção de músicas que eu adoro e muitos não. Assim fica Marcado o meu "Eu" para eles. Durante o Enterro quero ( por enquanto porque mudo muito de idéia, afinal mente vazia é oficina do Diabo, como diz minha Mama) que toque a música The Lake, na voz de Antony and the Johnson,inspirada em um Poema do Excelente Edgard Allan Poe.

Não Poderia ser melhor não acham?


The Lake


Edgar Allen Poe (1827)

In spring of youth it was my lot
To haunt of the wide world a spot
The which I could not love the less-
So lovely was the loneliness
Of a wild lake, with black rock bound,
And the tall pines that towered around.

But when the Night had thrown her pall
Upon that spot, as upon all,
And the mystic wind went by
Murmuring in melody-
Then- ah then I would awake
To the terror of the lone lake.

Yet that terror was not fright,
But a tremulous delight-
A feeling not the jewelled mine
Could teach or bribe me to define-
Nor Love- although the Love were thine.

Death was in that poisonous wave,
And in its gulf a fitting grave
For him who thence could solace bring
To his lone imagining-
Whose solitary soul could make
An Eden of that dim lake.